With or without you...

Porque o novo cd me fez ir buscar as músicas todas ao baú...

Porque são neste momento a maior banda do Mundo...

Porque há músicas que serão eternas...

Porque há letras que cravam espinhos no coração...

Simplesmente, eu amo...U2?


# Posté le lundi 20 avril 2009 18:04

Costa da Caparica

Costa da Caparica
No último fim-de-semana, eu e o Luís rumámos a Sul para um belo passeio domingueiro no sol da Costa...pois é, mas olhando para a foto está qualquer coisa errada, não!?

Pois...o problema é que não está! isto que parece uma prisão é um prédio, em venda, no centro da vila piscatória e balnear da Caparica...

Comentários, sugestões, indignações? espero que apareçam bastantes na caixa de comentários deste blog! afinal, a Costa tem muitas memórias para muitos de nós e isto parece-me um atentado à estética! Mas quem é que aprova coisas destas??????

# Posté le lundi 20 avril 2009 16:52

Casamento entre pessoas. Ponto final.

Casamento entre pessoas. Ponto final.
Este é um dos tópicos na ordem do dia. Ou melhor era, até terem descoberto que em Alcochete havia um centro comercial chamado Freeport.

O casamento homossexual foi um assunto lançado no início deste ano pelo nosso primeiro-ministro em funções e pelo candidato do PS a primeiro-ministro – exactamente a mesma pessoa, claro está que nem preciso de lhe dizer o clássico nome.

Medida eleitoralista ao máximo, tentando agradar a um público de esquerda que se tem arredado das políticas do PS devido a uma óbvia tendência centro-direitista (a que não é alheia a tendência europeia nas políticas e no discurso), esta acha foi lançada para a fogueira quando os temas religiosamente polémicos já não estavam há algum tempo na ordem do dia do panorama nacional.

Quanto a isto, nada de extraordinário – é uma bandeira que se empunha para apregoar a algo esquecida raíz partidária, é um piscar de olho à oposição mais cool – o BE - e é afinal um tema que já nos entrou muitas vezes em casa, proveniente de outros endereços europeus e globais.

O problema – estamos em Portugal. Este é o país dos inúmeros relatórios, dos infindáveis estudos, do escrutínio “espiolhento” de tudo, sobretudo o que implica espreitar por fechadura alheia.
Imediatamente se fazem debates, lutas, fogueiras onde queimar os demónios desta sociedade tão cândida, católica e apostólica (romana talvez seja melhor omitir, devido a possíveis associações com debochados cônsules, imperadores e afins).

Mas o que custa, o que realmente faz pensar se evoluímos tanto assim desde o salazarento “deus, pátria e família”, são os argumentos utilizados pelos defensores do não ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Comecemos pelos hipócritas – estes são os que afirmam não se importar grandemente com o assunto, desde que o nome da união seja alterado – “façam o que quiserem, mas Casamento é que não – chamem-lhe outra coisa!” – é este o seu sólido argumento.
Para estes, realmente não há muito a dizer – casamento civil é um contrato assinado entre dois cidadãos, não há nada sagrado na palavra no que toca ao Direito e o sacramento cristão que nomeia o casamento é o matrimónio, palavra que nunca foi usada fora do contexto religioso da questão. Além disso, eu também não gosto de muitas palavras e tenho de as usar, portanto não me parece que esta seja realmente uma questão pertinente, a não ser para pessoas que apenas dão valor à forma e nunca ao conteúdo.

Depois temos os especialistas no verdadeiro significado do casamento. Estes são os que afirmam que o casamento tem por base o pressuposto da procriação, coisa que os homossexuais não podem alcançar. Então não podemos esquecer-nos de incluir na lista de multas ou penalizações a pagar pelos nossos cidadãos uma relativa ao facto de serem casados mas não terem filhos (por vontade ou incapacidade), visto que estão a incorrer numa violação de contrato.

Temos ainda os condescendentes, aqueles que afirmam que a lei das uniões de facto já protege os casais do mesmo sexo e que, assim, os homossexuais possuem já todos os seus direitos. Contudo, ao mencionar esta questão, esquecem-se de um – o direito a casar. Este é igualmente um direito reconhecido na Constituição e a este os homossexuais não tem acesso, muito embora tenham direito a outros (e porque deveriam não ter?) e estão obrigados igualmente a cumprir todos os deveres para com o Estado.

Finalmente, e para terminar em beleza, temos os católicos. Quem seguir com atenção as notícias portuguesas dos últimos meses percebe que os homossexuais são apenas um dos grupos atingidos pelos vitupérios proferidos por algumas figuras do nosso panorama católico e apostólico. Contudo, o amor entre seres do mesmo sexo (por mais que algumas passagens da Bíblia o evoquem e já o confirmei pessoalmente) continua a ser um dos sacrilégios mais importantes dos nossos tempos. Ok, ok, estão no direito deles de dizerem que é muito mau porque vai contra a Religião (há que ser tolerante, como Cristo tanto pregou, certo?!), mas o meu problema não está com a rejeição do conceito em si, mas com os termos utilizados, as comparações efectuadas, a aura de podridão que colocam a pairar sobre alguém pelo facto de amar pessoas do mesmo sexo. Afirmar que a homossexualidade decorre da educação ou da ausência dela é simplesmente estúpido. Comparar o casamento homossexual com pedofilia ou zoofilia (acreditem já me disseram uma coisa dessas, é verdade!!!) é ultrajante. Não há palavras para descrever a mistela fétida que decorre de tais palavras. Se Deus é amor, o que estas pessoas apregoam não é deus, nem nunca o foi. Se deus é liberdade para amar, o que afirma a religião e os seus pregadores é apenas prisão perpétua.

Mas mais do que todos estes argumentos que a mim, como defensora do direito a casar por parte de pessoas do mesmo sexo, me parecem ocos e muitas vezes sem sentido, a pergunta que parece faltar em todos estes debates é – em que medida é a liberdade destas pessoas afectada pela liberdade dos homossexuais se casarem? Em quê impedirá a livre escolha dos seus caminhos, o livre exercício dos seus direitos, o respeito pelos seus deveres?

Sempre me ensinaram que a minha liberdade acaba onde a dos outros começa. Terá a bolha de liberdade destas pessoas um tamanho tão gigantesco e arrogante que não admite que outras vivam felizes e realizadas nos seus direitos e sentimentos?

# Posté le samedi 07 mars 2009 15:02

Modifié le dimanche 08 mars 2009 09:12

Expolíngua ou a escola de hoje...

Expolíngua ou a escola de hoje...
De regresso às lides bloguistas depois de tanto tempo, o tema que me traz de volta acaba por ser o tema que me dá tempo para escrever – a presença da FCSH na Expolíngua.

A experiência como expositora não podia ser mais oposta à experiência como visitante e no entanto, os sentimentos gerais acabam por ser sensivelmente os mesmos. Não atribuo isso ao facto da feira se manter igual, mas na realidade ao facto do mundo de hoje ser tão diferente e os meus olhos enquanto visitante e “visitada” serem basicamente os mesmos.


Trocando estes considerandos gerais pela informação especifica acerca do meu estado de espírito:


Enquanto aluna, realizei várias visitas de estudo à Expolíngua, no âmbito sobretudo da disciplina de Inglês. Na altura, como boa aluna que era, não via com grande interesse a minha presença em tal certame, visto que não pretendia integrar nenhum desses cursos “extra-curriculares” de inglês que me eram oferecidos em doses industriais. Já bastava o estudo na escola, não precisava agora de mais actividade lectiva. O único foco de interesse além da ausência nas aulas acabava por ser a aquisição de algum dicionário ou ajuda educativa a preços mais convidativos, o que mesmo assim era raro acontecer. Como aluna, a Expolíngua era uma “seca” porque não pretendia nada do que me ofereciam (ou do que eu poderia gostar, não possuía poder económico para adquirir, como cursos de verão no estrangeiro).

Enquanto expositora o sentimento de “seca” mantém-se. Isto porque são raros os alunos que nos chegam motivados para a nossa oferta – ou são demasiado pequenos, ou não estão nas áreas de estudo que os transformam em públicos-alvo para a feira ou sobretudo porque são mal-educados, mal encaminhados e desinteressados. O nosso público maioritário nestes dias tem sido sobretudo constituído pelos professores que acompanham estes alunos e que procuram informações para si mesmos.

Assim, pergunto eu e muita gente deve indagar o mesmo – Expolíngua porque? Ou melhor, porque não funciona este certame que à partida, nos dias de hoje, deveria ser essencial para encaminhar os estudantes no estudo de idiomas diferentes, que lhes possam abrir perspectivas no mercado de trabalho??

Por estranho que pareça, esta reflexão leva-me a questionar e muito o trabalho dos professores. E isto acontece sobretudo devido à minha experiencia pessoal enquanto aluna.
No ensino básico, era raro falhar-se a Expolíngua a partir do 7º ano na minha escola. Antes de irmos, a visita era preparada com indicação do que iríamos fazer na feira – observar, trazer informação, eventualmente adquirir um ou outro instrumento auxiliar para o estudo da língua (dicionário, gramática etc.).
Quando chegávamos, os professores acompanhavam-nos na visita aos stands, explicando que instituições visitávamos e recolhendo igualmente informação, tal como os alunos. Normalmente analisávamos na aula seguinte o que haveria de interesse.
Não se viam crianças da pré-primaria e da primária a correr atrás de brindes, não havia animação barulhenta patrocinada pelo Ministério da Educação.

E hoje o que vejo? Crianças e adolescentes a correr, a batalhar com mapas enrolados, a perseguir freneticamente todo e qualquer brinde sem interesse nenhum, a gritar e a praguejar, a namorar e a bocejar (ok, a parte do bocejar eu às vezes também fazia...).

E o que vejo mais? Os professores, na sua maioria, a agirem eles próprios como adolescentes, rindo nos seus grupinhos, discutindo as suas quezilas ministeriais (mas aceitando o seus coloridos caderninhos), sorrindo às asneiras e gestos obscenos ou simplesmente largando sozinhos os seus alunos durante mais de duas horas num espaço com meia dúzia de stands, isto é claro, depois de todos os meninos terem ido tomar o café que reclamavam desde que chegaram.

É aqui que eu me insurjo contra esta geração. Mas não contra a geração de alunos – “boys will be boys”, disse alguém e com razão. Pois não pensem que quando eu andava na escola os putos não queriam andar à pancada, jogar à bola com balões, correr e saltar pelos pavilhões, enfiar imediatamente na cabeça os bonés novos oferecidos por uma qualquer endinheirada editora.... A diferença está exactamente nos professores que não deixavam que nada disso acontecesse. Que acompanhavam a visita no seu sentido estrito e não apenas no que respeita ao caminho. E que sobretudo compreendiam que turmas deviam e não deviam levar para cada um dos eventos considerados possíveis “visitas de estudo”. Hoje parece ser um escape para os professores trazer os alunos a qualquer actividade que lhes permita não ter aulas para eles também não terem de os aturar nessas mesmas aulas. Deixá-los à solta num qualquer pavilhão é bastante mais fácil e assim parece que, quanto pior a turma, mais “passeios” merece.

Mas o que realmente me entristece é exactamente esta facilidade da escola de hoje. Preparamos grupies cheias de estilo, dreads e betos com conhecimento superior do seu sentido da moda, mas pessoas de cérebros vazios – e com um cérebro vazio de ideias, um coração não pode nunca estar cheio de sentimentos.
Com isto não pretendo que todos os alunos cheguem aqui intelectuais de monta, a recitar Shakespeare e Cervantes, Camões e Camus. Não é isso o que é ser jovem para a maioria, afinal de contas. O que eu gostava, queria e desejava era que quando encontro o olhar destes jovens (no final de contas sou também ainda uma jovem, bolas!) ver mais do que um tédio existencial que nem eles mesmos conseguem exprimir. Uma ausência de horizontes, um aqui e agora pleno de sensações, mas muitas das vezes tão oco de emoções...

(Tudo isto para exprimir o meu desconforto em relação ao publico da Expolíngua, uff!!!!)

Como conclusão a estes longos considerandos, o pensamento que me ocorre é este – se hoje o debate é sobre a implementação da educação sexual, eu digo que o que faz falta é educação sentimental – falta aos jovens de hoje poesia – e não, não a podemos beber como um chá...pelo menos sem alguém nos mostrar quão maravilhosamente este pode ser preparado...

# Posté le samedi 07 mars 2009 08:16

Modifié le samedi 07 mars 2009 09:01

Garou - Stand up!

Mais um momento de demonstração da minha paixão por este cantor maravilhoso!

Ouçam e digam lá se ele não devia vir a Portugal???

# Posté le vendredi 07 novembre 2008 15:31

Modifié le jeudi 13 novembre 2008 15:22